Nascido em 22 de julho de 1966, em Florianópolis, Santa Catarina — cidade cortada por baías e canais que moldaram, desde cedo, sua relação quase instintiva com o mar. Foi ali, entre a Ilha e o continente, que nasceu a vocação que definiria toda a sua trajetória profissional.
Aos 18 anos, ingressou na Marinha do Brasil, dando início a uma carreira de décadas dedicada à navegação, à hidrografia e à segurança marítima. Serviu inicialmente no Navio de Transporte de Tropas Ary Parreiras, além de participar de uma expedição até a região amazônica, e, posteriormente, no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro — experiências que lhe deram os primeiros contornos da disciplina e da precisão exigidas pela vida militar.
Sua vocação técnica se aprofundou quando foi selecionado para o Curso de Hidrografia e Navegação, especialização de excelência dentro da Marinha, voltada às ciências náuticas e que reúne disciplinas como navegação, oceanografia, meteorologia e topografia. Foi esse período de formação intensa que o preparou para integrar a tripulação do Navio Oceanográfico Almirante Álvaro Alberto, onde viveu uma das experiências mais marcantes de sua carreira: participou do Levantamento da Plataforma Continental brasileira, missão de grande relevância científica e estratégica para o país, vivências que exigiram domínio técnico, resistência física e um profundo respeito pelas forças do mar e dos rios brasileiros. Um período marcado, principalmente, pela convivência com um grande professor durante o tempo em que serviu neste navio: o Comandante Altineu Pires Miguens, grande incentivador dos estudos náuticos.
Mais tarde, passou a servir na Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil, onde viveu anos que considera decisivos em sua formação: atuou no setor de Avisos aos Navegantes, contribuindo diretamente para a produção e divulgação de informações essenciais à segurança da navegação em todo o litoral brasileiro — um trabalho silencioso, mas vital, que impacta diariamente milhares de embarcações. Ao longo da carreira, também serviu no Comando do Quinto Distrito Naval e na Capitania dos Portos de Santa Catarina, acumulando experiência tanto na área náutica quanto em tecnologia da informação, consolidando um perfil raro que une conhecimento técnico marítimo e domínio digital.
Após ingressar na reserva, Luciano encontrou um novo propósito: transformar décadas de vivência no mar em conhecimento acessível para outros navegadores. Desde 2016, dedica-se ao ensino náutico, formando navegadores amadores e produzindo materiais didáticos voltados às habilitações de Arrais Amador, Motonauta, Mestre Amador e Capitão Amador. Para ele, ensinar se tornou uma das atividades mais gratificantes da vida: além de transmitir conhecimento, é também uma forma constante de continuar aprendendo — e o mais valioso de tudo, diz, é ver tantos alunos se tornarem, com o tempo, verdadeiros colegas de profissão.
Hoje, é responsável pelo projeto Estudo Náutico e pelo portal Suportelan, iniciativas que já somam uma média de 30 mil acessos mensais, voltadas à disseminação de conhecimento náutico, ao treinamento de navegadores e à atualização constante de conteúdos alinhados às normas da Marinha do Brasil. Luciano costuma dizer que agradece a Deus todos os dias pela oportunidade de ensinar e aprender, cada vez mais — um sentimento que atravessa cada material produzido e cada aula ministrada. Sua experiência de décadas em alto-mar, somada à precisão técnica adquirida ao longo da carreira militar, é a base sobre a qual constrói materiais de estudo que hoje ajudam milhares de candidatos a conquistarem suas habilitações náuticas com mais segurança, clareza e confiança.